quinta-feira, 6 de abril de 2017


Mais uma vez com Helene Abiassi, numa reciclagem de Terapia Multidimensional
em 01 e 02 de abril de 2017



Nessa formação passamos por várias iniciações, para que fiquemos aptos a utilizar essa Terapia. Minha primeira "formação" ocorreu em 2011, em São Paulo, na Pax, quando Helene ainda ministrava seus cursos com seu parceiro de trabalho de muitos anos, João Carlos Paliteiro.
De lá para cá, já repeti as iniciações algumas vezes, já no Rio de Janeiro, sendo que a primeira delas ocorreu no Espaço Arco Íris, onde conheci a Fátima dos Anjos de quem também recebi algumas iniciações, como no "Sistema Arcturiano de Cura Multidimensional", "Karuna Reiki" e os conhecimentos do  "Acess The Bars" (Barras de Acesso). Em outras ocasiões, em outros espaços, fui atrás da Helene.
E nesse momento abro um parênteses para uma reflexão.
Ao longo dos anos, vamos aprendendo coisas novas e acessando um pouco mais a nossa Luz, nosso Espírito, que está sempre brilhando na perfeição, esperando que nós, as personalidades encarnadas retiremos tudo que nos impede de ver e ser essa Luz. Alguns são mais rápidos no processo, outros mais lentos, outros se recusando até serem convencidos, muitas vezes por movimentos dolorosos, a seguirem o caminho do autoconhecimento, que vai nos levar ao processo de esclarecimento.
Tudo isso faz com que ao experienciarmos a repetição de algo, esse algo não se apresenta a nós da mesma forma, porque passamos a perceber esse algo com um sistema que já não é o mesmo. Mais Luz se tornou disponível para nós. Vamos receber o "mesmo" algo de maneira diferente.
Percebo em mim, que esse processo de acessar minha própria Luz Divina, fez com que as iniciações da Terapia Multidimensional se dessem de forma muito diferente. Recebi as energias com muito mais intensidade. Minha experiência foi muito mais intensa. Senti o campo com muito mais leveza. E tive a certeza de que recebi mais um membro na Equipe de Terapia Multidimensional e sei que esse Ser é uma especialista em uma das Terapias que aprendi recentemente. 
Também Helene se apresentou de forma mais luminosa, mas não sei se é ela que está diferente ou a minha forma de ver me permitiu ouvir coisas que não havia ouvido antes. Mas a forma de trabalho mudou um pouco: agora a única intenção que podemos ter é a intenção de curar, mas sabendo que não podemos definir cura como a parada do processo doloroso, porque o próprio processo doloroso pode ser o caminho que leva alguém a encontrar o Divino em si. 
Cura é o que vai acontecer dentro das possibilidades disponíveis para aquele Ser que está diante de nós, para que ocorra o que for melhor para a sua caminhada. Cura será retirar os entraves do caminho para que o melhor, mais apropriado e mais funcional aconteça. Encaminhar antigos companheiros de caminhada, encarnados ou desencarnados, que no momento atual não nos ajudam a seguir em frente; afastar quem se considera nosso inimigo e age como tal, nos causando dificuldades das quais estamos liberados de enfrentar; nos libera de contratos, juramentos, marcas de sofrimento, formas pensamento que não nos ajudam a seguir em frente. 
Quase não sabemos de nada que acontece. E acho melhor assim. Ficar no coração, espaço de não julgamento, junto com seu Anjo Protetor, bem ancorado nas energias da Terra, certos de estarmos no melhor em nós, evocando nossa intenção de Cura, aguardamos que os nossos amigos Especialistas nessa área atuem para que o melhor aconteça. 
Que nós todos possamos passar pelas nossas iniciações e nos sentir Seres plenos de Luz.






quinta-feira, 19 de novembro de 2015

"Mooji - Basta de Regras" ou As Verdades que podem ser ditas

Assistir esse vídeo de Mooji impactou o meu coração, apesar dele estar falando de algo que, de alguma foma eu já sabia, sobre a questão da transmissão de informações em uma determinada época, ser determinada pela capacidade de compreensão desenvolvida.
Isso me fez compreender um pouco a época em que vivemos e vi frente aos meus olhos,  o caminho  que o mundo judaico cristão  está percorrendo, grosso modo, nesses 3300 anos desde Moisés. Ou talvez eu esteja falando apenas da minha trajetória como espírito.
Falando de uma forma bastante simplificada, Moisés trouxe as regras, os dez mandamentos, o Deus vingativo e controlador, que não admitia injustiças contra o povo escolhido, que podia agir com extrema violência e crueldade para implantar suas Leis.O olho por olho, dente por dente. A mentalidade da época era essa e o que surgiu de novo foram algumas regras morais, para tentar conter os ânimos aguerridos da época, regidos e orientados principalmente pelo instinto. Trouxe a noção de união, o povo hebreu se uniu para atravessar o deserto.
A união para alcançar um determinado objetivo só é possível se existirem regras de comportamento definidas. Dessa forma minimizam-se as perdas humanas, resultantes de brigas por território.
Pronto, o povo Hebreu chega em lugar seguro, sem se matarem uns aos outros de forma desmedida, gracas às leis de Moisés.
Depois vem Jesus que traz uma mensagem de amorosidade. Mas Ele diz que não veio destruir a Lei, mas cumpri-la. Na verdade Ele não veio destruir a Lei de Deus, mas tentou mostrar que a Lei de Deus não se baseava em vingança ou algo desse tipo. Ele veio mostrar, que  era necessária a mudança dos parâmetros nos relacionamentos os homens. É um passo a mais na socialização. É um nível acima que se quer implantar nas relações entre os membros do povo judeu. As regras de convivência devem mudar. A crucificação de Jesus foi necessária para que provocasse comoção entre os discípulos e seguidores, ou seja, entre os que estariam aptos para disseminar  a mensagem que foi trazida.
 O movimento de disseminação das ideias de Jesus cresce, é combatido com violência pelo Império Romano até o dia em que, esse mesmo Império vê a possibilidade de utilizar as idéias de Jesus para instituir uma nova ordem: é criada  então a Igreja Católica Apostólica Romana. Mesmo com as alterações nas mensagens trazidas por Jesus, a principal resistiu e atravessou os tempos: a noção da fraternidade entre os homens, de amor. Mesmo que tenha sobrevivido, na maior parte do tempo como um ideal a se atingir, ela alcança o mundo moderno e de alguma forma perpassa as Leis e Tratados sobre as relações humanas. Depois da Idade média, a França não adota para lema da nação "Liberdade, Fraternidade e Igualdade"? Como conceito, o Amor, a solidariedade e o respeito existem na maior parte da civilização do Ocidente.
Surge Allan Kardec que traz novas leis de convivência entre os humanos ocidentais. Dessa vez as
 ameaças são baseadas na lei de ação e reação, na lei do carma, que promete como castigo, 
o sofrimento do mesmo mal que causamos a outros. Mas ele traz também para o palco Ocidental, a ideia de espiritualidade, que dessa vez não é algo que vive apenas na imaginação dos românticos: Kardec coloca sobre a mesa a sobrevivência do Espírito e a possibilidade deles trazerem mensagens de Seres mais evoluídos que nós, ou que podem nos trazer notícias do funcionamento do local para onde iremos após a morte. É uma mudança radical essa que Kardec trouxe para o Ocidente. Em 1857 publica o "Livro dos Espíritos". Kardec publica o ´último livro "A Genesis"em 1868
Coincidentemente (ou sincrônicamente?) 30 anos depois,  se inicia um contato maior entre Ocidente e Oriente, através da presença nos Estados Unidos e Europa, principalmente, de Mestres Espirituais vindos da Índia. Em 1893, Swami Vivekananda introduziu  o Vedanta e o Yoga. (wikipedia). Em 1920, Yogananda ensinou a unidade das religiões e a reverência por todos os seres elevados que estiveram na Terra, para resgatar a essência da divindade no homem. Ele declarava a necessidade da experiência direta da verdade em oposição à fé cega: 'a verdadeira base da religião não é a fé, mas a experiência intuitiva. A intuição é a força da alma no conhecimento de Deus. Para conhecer profundamente a religião, é necessário conhecer Deus'" (Wikipedia)
As mensagens desses Mestres começam a abrir um novo caminho em termos de Espiritualidade. Assim como o Deus vingativo de Moisés foi sucedido pelo Deus amoroso de Jesus, a noção de Karma como castigo foi sucedida pela noção de Karma como aprendizado.
Surge também Madame Blavatsky com o esoterismo, que também vem colocar a intuição como importante aliado no conhecimento de Deus.Todas essas mudanças se deram muito vagarosamente ao longo da história do Ocidente
De Kardec para cá a coisa muda um pouco de figura. As coisas começam a acontecer de maneira mais célere. A partir de 1800 parece que tudo foi acelerado. A revolução industrial é uma das mudanças mais contundentes. Tudo começa a  mudar de forma acelerada.
Foram 1300 anos entre Moises (cerca do ano 1300 AC) e Jesus. Foram mil e oitocentos anos entre Jesus e Kardek.
A  Revolução Industrial e a doutrina de Kardec surgiram mais ou menos no mesmo período. De lá para cá tudo foi acelerado, inclusive a utilização da parte material do planeta, do corpo do planeta Terra para poder suprir todos os luxos que foram inventados. A população mundial se multiplicou exponencialmente e a produção de alimentos e criação de animais precisou de mais partes do corpo de Gaia. As mudanças se dão numa velocidade nunca vista antes pela humanidade que conhecemos oficialmente. Tivemos que desenvolver uma capacidade de acompanhar a morte de ideias quase que diariamente e o surgimento de novas ideias, da mesma forma.
Então Mooji diz: "basta de regras, basta de nomas. Elas são boas até certo ponto (...) Se acreditar que és apenas carne e sangue e condicionamento, então terás que fazer  o caminho das regas e normas.
Porque eu falo unicamente daquele lugar perfeito que descobri e que sou. Não há regras aí, apenas compreensão, e amor e liberdade"
Muitos Mestres vieram e disseram o que tínhamos que fazer. Mas os Mestres só dizem  o que temos capacidade de entender. Foi assim com Jesus, Que em determinado momento, segundo Mooji, disse aos discípulos: " 'Eu disse-vos o suficiente, mais do que isso, talvez não consigam aguentar.' mas sempre os encorajava a ir mais além, para expandir a consciência. No entanto, aos poucos que conseguiram compreender verdadeiramente a sua mensagem interior, os que lhe respondiam no espírito, nada lhes foi escondido"
Mooji: "Tempos houve que mal ouvirias falar as coisas aqui ditas hoje. Terias passado mais tempo estando num determinado lugar com um Mestre, alguns anos. Antigamente eram 12 anos.. E quando a mente se tornava suficientemente aberta e maleável, então podia receber mais mensagens sutis. Aí sim, ouvirias essas coisas. Agora está tudo disponível (google). Tu podes ouvir"
Yogi Bhajan, veio da Índia e tornou pública a Kundalini Yoga, tradição passada apenas de Meste para discípulo diretamente e em caráter secreto. Ele disse que o homem ocidental precisaria dessa tecnologia,  para não enlouquecer na mudança para a Era de Aquário.  a tecnologia que ele nos trouxe não considera mais gurus vivos. O verdadeiro Guru, para Yogi Bhajan e os da tradição Sich, são os sons contidos nos mantras, poemas e poesias gravados no Gur Granth Sahib. Não existiria mais  um Guru que pudesse iniciar alguém. Cada um sendo responsável pela própria iniciação. O que existem são professores ou facilitadores. Centenas de "técnicas" terapêuticas são colocadas à disposição dos homens para que eles possam acionar o Divino em si, muitas delas proporcionando a possibilidade de livrá-los das impressões energéticas de emoções e vivências do  passado. A enfatização da necessidade da meditação para poder obter a experiência intuitiva, de que falou Yogananda "A intuição é a força da alma no conhecimento de Deus".
Não estamos mais em uma época que nos exige ficarmos doze anos reclusos. A maleabilização e abertura da mente tem que se dar ao entrarmos em contato com a diversidade que agora existe na Terra  e que vivemos na própria pele.
O mundo exige a flexibilidade já. Em outro momento de um outro vídeo Mooji fala para não decidirmos o que temos que aprender. Para ficarmos livres para o que nos for oferecido. Flexibilidade absoluta, instabilidade absoluta, criação absoluta, utilização dos dons de forma absoluta.
E assim é agora...e foi isso que aconteceu comigo.. muitos cursos apenas para flexibilizar o que era rígido...muita experiência intuitiva para me tornar maleável.... Aceitar as mudanças. Aceitar que somos seres Divinos.
Dentro desse caos aprendermos a nos manter no interior, no coração, na chama Divina e podermos agir baseado no conhecimento forjado na sabedoria que engloba o material, o emocional e o espiritual como formas manifestadas da mesma fonte Divina, que em nós tem a sua sede no Coração Sagrado.
Se conectar com esse Coração Sagrado é o que vai permitir que entremos num acordo amistoso com o nosso Planeta, que possamos projetar ações de utilização dos materiais que pertencem ao seu corpo, gerando benefícios para ambas as partes.
Só nos conectando a esse Coração Sagrado, ao Divino em nós, poderemos viver a tão sonhada Paz.
Estamos entrando em uma Era que nos exige aprender uma nova lição de convivência.